Princípios para viver
Pensar antes no que pode correr mal
Em resumoImagina o que pode correr mal e planeia ‘se isto acontecer, faço aquilo’, para estares pronto e não preocupado.
A ideia
Os estoicos imaginavam de manhã o que podia correr mal durante o dia, não para se preocuparem, mas para estarem preparados. Hoje sabe-se que juntar ao desejo um obstáculo concreto e um plano (‘se acontecer isto, faço aquilo’) torna mais provável agir bem quando o obstáculo aparece. O cérebro já tem a previsão e a resposta prontas, por isso o imprevisto surpreende menos.
O que experimentar
- Na véspera, pensem juntos num obstáculo provável e numa resposta: ‘se o autocarro se atrasar, eu…’.
- Escrevam a resposta numa frase curta, ‘se… então…’.
- Depois, vejam se aconteceu e se a resposta serviu, e ajustem.
O erro comum
Imaginar tudo o que pode correr mal sem planear respostas, o que alimenta a preocupação em vez de preparar.
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Para começar
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Livros
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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Bem estabelecido Muitos estudos, com resultados que se repetem.
Gollwitzer (1999) mostrou que intenções de implementação (‘se situação X, então resposta Y’) aumentam a probabilidade de agir, porque passam o controlo para a pista da situação. Oettingen (2012) descreve o contraste mental: imaginar o resultado desejado e depois o obstáculo da realidade, o que aumenta o empenho quando as expectativas são realistas. Em termos preditivos, ensaiar o obstáculo e a resposta cria previsões de nível intermédio que absorvem o erro antes de ele subir na hierarquia (ver ‘Quando um erro muda tudo’). A premeditatio malorum estoica é um antecedente, mas deve ser limitada a obstáculos prováveis e ligada a respostas, para não se tornar ruminação.
Referências
- Gollwitzer, P. M. (1999). Implementation intentions: Strong effects of simple plans. American Psychologist, 54(7), 493–503.
- Oettingen, G. (2012). Future thought and behaviour change. European Review of Social Psychology, 23(1), 1–63.