Os fundamentos
O princípio da energia livre
Em resumoA ideia de Karl Friston de que todo o ser vivo se mantém prevendo o mundo e o próprio corpo.
A ideia
Karl Friston propôs uma ideia geral sobre tudo o que está vivo: para continuar a existir, um organismo tem de se manter dentro de um conjunto pequeno de estados (temperatura, açúcar no sangue, ligação aos outros). Para isso, precisa de um modelo do mundo e do próprio corpo, e usa-o de duas formas: muda o modelo quando o mundo não corresponde ao que esperava, ou muda o mundo, agindo, para que corresponda. Perceber, aprender, sentir e agir passam a ser partes do mesmo processo.
O que experimentar
- Perante um comportamento, pergunte: o que é que esta pessoa esperava, e o que é que o comportamento fez por ela?
- Repare que há duas saídas para uma diferença entre o esperado e o que acontece: mudar o que se espera, ou agir sobre a situação (incluindo evitá-la).
- Mudanças de rotina custam mais quando a previsão era forte e antiga.
O erro comum
Usar o princípio como explicação pronta (‘tem energia livre alta’). É um quadro geral; a explicação de uma pessoa concreta faz-se com o que ela espera, sente e faz, em situações concretas.
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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Forma de pensar Uma lente para interpretar o que a criança faz, não uma regra saída de ensaios.
Formalmente, um sistema que persiste minimiza um limite superior (a energia livre variacional) da surpresa das suas observações, dado um modelo generativo. A energia livre decompõe-se em complexidade menos exatidão, o que dá um compromisso entre explicar os dados e não complicar o modelo. Para a prática, as consequências úteis são três: o comportamento é inferência (seleção de políticas que reduzem a energia livre esperada, que inclui valor epistémico e pragmático); a precisão atribuída a previsões e a erros determina o que muda; e o contexto (corpo, pessoas, ambiente) faz parte do modelo. Há debate sobre se o princípio é falsificável e sobre o estatuto das suas afirmações; tratamo-lo como uma lente que organiza hipóteses, não como uma prova.
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Vídeos
Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.
Referências
- Friston, K. (2010). The free-energy principle: a unified brain theory? Nature Reviews Neuroscience, 11, 127–138.
- Friston, K. (2013). Life as we know it. Journal of the Royal Society Interface, 10, 20130475.
- Parr, T., Pezzulo, G., & Friston, K. J. (2022). Active Inference: The Free Energy Principle in Mind, Brain, and Behavior. MIT Press.