Os fundamentos
Auto-organização
Em resumoMuitos padrões de comportamento nascem das interações, como um bando de pássaros que voa sem chefe.
A ideia
Um bando de pássaros faz formas complexas sem que nenhum pássaro dirija o bando: cada um segue regras simples em relação aos vizinhos. Muitos padrões de comportamento formam-se assim, na interação entre a pessoa, o corpo, as outras pessoas e o ambiente, e não por ordem de um ‘centro’. Isto muda a pergunta: em vez de ‘o que está errado nesta criança?’, ‘que interações mantêm este padrão?’.
O que experimentar
- Descreva o padrão como uma dança: quem faz o quê, a seguir a quem.
- Mude uma peça pequena da interação (a hora, a primeira frase, quem está) e veja o que muda.
- Repare nos sítios onde o padrão não aparece: o que é diferente aí?
O erro comum
Procurar uma causa única dentro da pessoa quando o padrão depende de várias interações.
Quer saber mais?
Para começar
Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.
A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Forma de pensar Uma lente para interpretar o que a criança faz, não uma regra saída de ensaios.
Em sistemas dinâmicos (Kelso; Thelen e Smith), o comportamento emerge de acoplamentos entre componentes e restrições (organismo, tarefa, ambiente), sem programa central. Friston (2013) liga a auto-organização à manutenção de estados através de inferência. Para a formulação: identificar parâmetros de controlo (o que, ao variar, muda o padrão) e variáveis coletivas (o que descreve o padrão), e tratar a variabilidade como informação sobre a estabilidade do padrão.
Livros mais técnicos
Auto-organização e atratores aplicados ao cérebro e ao comportamento.
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Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.
Referências
- Kelso, J. A. S. (1995). Dynamic Patterns: The Self-Organization of Brain and Behavior. MIT Press.
- Thelen, E., & Smith, L. B. (1994). A Dynamic Systems Approach to the Development of Cognition and Action. MIT Press.
- Friston, K. (2013). Life as we know it. Journal of the Royal Society Interface, 10, 20130475.