Pensar em sistemas
Muitos caminhos, o mesmo sítio
Em resumoA mesma dificuldade pode ter causas diferentes, por isso duas crianças com o mesmo rótulo podem precisar de ajudas diferentes.
A ideia
Os sistemas vivos fazem a mesma coisa de várias maneiras: se um caminho falha, outro serve. O contrário também acontece: a mesma dificuldade pode ter origens diferentes em pessoas diferentes. Por isso, duas crianças com o mesmo rótulo podem precisar de ajudas muito diferentes, e uma ajuda que resultou com uma pode não resultar com a outra.
O que experimentar
- Antes de copiar o que resultou com outra criança, pergunte se o caminho é o mesmo.
- Procure as várias formas que a criança já tem de chegar ao mesmo sítio, e reforce-as.
- Experimente, observe e ajuste: é a forma de descobrir o caminho desta pessoa.
O erro comum
Escolher a ajuda pelo rótulo (‘para PHDA, faz-se assim’) em vez de pelo processo.
Quer saber mais?
Para começar
Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.
A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.
Degenerescência (Edelman e Gally, 2001): elementos estruturalmente diferentes produzem a mesma função, o que dá robustez e evolvabilidade. Junto com equifinalidade e multifinalidade, implica que o mesmo comportamento observado pode refletir processos diferentes, e que a intervenção deve ser escolhida pelo processo identificado e avaliada pela resposta (resposta à intervenção).
Referências
- Edelman, G. M., & Gally, J. A. (2001). Degeneracy and complexity in biological systems. PNAS, 98(24), 13763–13768.
- Cicchetti, D., & Rogosch, F. A. (1996). Equifinality and multifinality in developmental psychopathology. Development and Psychopathology, 8(4), 597–600.