Pensar em sistemas
Restrições e possibilidades de ação
Em resumoO que uma pessoa faz depende dela, da tarefa e do sítio, e mudar qualquer um pode abrir novas possibilidades.
A ideia
O que uma pessoa faz depende de três coisas ao mesmo tempo: dela (corpo, o que sabe, o que espera), da tarefa (o que é pedido, como) e do ambiente (sítio, pessoas, ruído, hora). Karl Newell chamou-lhes restrições. Restringir não é só limitar: uma regra de jogo, um horário ou um ritual também tornam possíveis coisas que antes não eram (Alicia Juarrero). O que o ambiente oferece para agir chama-se ‘affordance’: uma cadeira oferece sentar, um amigo oferece brincar.
O que experimentar
- Quando algo não corre bem, mude uma restrição de cada vez: a tarefa, o sítio ou a forma.
- Pense nas regras e rotinas como coisas que tornam possível, e não só como limites.
- Pergunte o que aquele sítio oferece à criança para fazer: às vezes o comportamento é a única ação disponível.
O erro comum
Explicar tudo pela pessoa e ignorar a tarefa e o ambiente, ou o contrário.
Quer saber mais?
Para começar
Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.
A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.
Newell (1986) propôs que a coordenação emerge da interação de restrições do organismo, da tarefa e do ambiente; a dinâmica ecológica aplica isto à aprendizagem. Juarrero (2023) distingue restrições que limitam de restrições que habilitam e mostra como estas criam coerência entre níveis. Rietveld e Kiverstein (2014) descrevem a ‘paisagem de affordances’ disponível a uma forma de vida. Para a avaliação: manipular restrições (avaliação dinâmica, Feuerstein) e observar que mudanças no desempenho emergem.
Livros mais técnicos
Como as restrições criam coerência, do corpo à sociedade.
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Vídeos
Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.
Referências
- Newell, K. M. (1986). Constraints on the development of coordination. In M. G. Wade & H. T. A. Whiting (Eds.), Motor Development in Children (pp. 341–360). Martinus Nijhoff.
- Juarrero, A. (2023). Context Changes Everything: How Constraints Create Coherence. MIT Press.
- Rietveld, E., & Kiverstein, J. (2014). A rich landscape of affordances. Ecological Psychology, 26(4), 325–352.
- Gibson, J. J. (1979). The Ecological Approach to Visual Perception. Houghton Mifflin.