Como as mentes diferem
Ambiguidade: quando não se sabe quanto confiar
Em resumoQuando é difícil saber quanto confiar num sinal, coisas do dia a dia, como uma instrução vaga ou uma piada, ficam difíceis.
A ideia
Cada sinal vem com uma ideia de quão fiável é: o cérebro dá mais peso a uma voz ouvida de perto do que a uma voz ouvida através de uma parede. Quando é difícil avaliar essa fiabilidade, situações que a maioria acha banais (uma instrução vaga, uma piada, uma cara que pode querer dizer duas coisas) ficam em aberto durante mais tempo. Há quem resolva isto perguntando, verificando ou agarrando-se a regras; há quem evite a situação. São duas formas de reduzir a ambiguidade.
O que experimentar
- Diga primeiro o que quer dizer à letra, e só depois a piada ou a indireta.
- Diga quão certo está: ‘provavelmente’, ‘de certeza’, ‘ainda não sei’.
- Veja as perguntas repetidas como uma forma de verificar a fiabilidade, e responda sempre da mesma maneira.
O erro comum
Chamar às perguntas repetidas uma forma de chamar a atenção, e responder de maneira diferente de cada vez.
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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.
No processamento preditivo, os erros de previsão são ponderados pela precisão esperada (Feldman e Friston, 2010), e a atenção é a otimização dessa precisão. Yu e Dayan (2005) distinguem incerteza esperada e inesperada, associadas à acetilcolina e à noradrenalina. Na inferência ativa, a ambiguidade é a incerteza esperada sobre os resultados dados os estados, e as políticas que a resolvem têm valor epistémico (Parr e Friston, 2017). Estimativas atípicas de precisão podem ir em dois sentidos, descritos nos dois temas seguintes: priors com mais peso do que a evidência sensorial, ou evidência sensorial com mais peso do que os priors. Na avaliação, ajuda registar que tipos de ambiguidade (social, verbal, sensorial, temporal) levam a verificar ou a evitar, e se reduzir a ambiguidade muda o comportamento.
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Referências
- Yu, A. J., & Dayan, P. (2005). Uncertainty, neuromodulation, and attention. Neuron, 46(4), 681–692.
- Feldman, H., & Friston, K. J. (2010). Attention, uncertainty, and free-energy. Frontiers in Human Neuroscience, 4, 215.
- Parr, T., & Friston, K. J. (2017). Uncertainty, epistemics and active inference. Journal of the Royal Society Interface, 14(136), 20170376.