Como as mentes diferem

O que esperamos dos outros

Em resumoO que esperamos dos outros aprende-se com a experiência e depois molda cada novo encontro.

A ideia

Cada pessoa traz expectativas sobre os outros: se vão ajudar, se vão perceber, se o que dizem é de confiança. Essas expectativas aprendem-se com a experiência e depois moldam cada encontro novo. Quem aprendeu que os adultos ajudam pede ajuda cedo; quem aprendeu que não percebem deixa de explicar. As diferenças também são de ambos os lados: duas pessoas que preveem de maneiras diferentes podem ter dificuldade em perceber-se uma à outra.

O que experimentar

  • Seja previsível nas respostas: o mesmo tom, a mesma reação, cumprir o que diz.
  • Mostre que percebeu antes de corrigir: ‘percebo que achas que…’.
  • Quando há desentendimento, pergunte o que cada um esperava do outro.

O erro comum

Explicar o desentendimento só pelo lado da criança, como se a outra pessoa não trouxesse expectativas também.

Reconhece isto em alguém? O Companion ajuda a pensar nisso.Abrir o Companion ›Recorta o que importa e guarda as tuas notas, prontas a partilhar com a escola.Abrir no Bounded Learn ›

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Para começar

Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.

Livros

The Experience MachineAndy Clark · 2023

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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.

A força da evidência

Forma de pensar Uma lente para interpretar o que a criança faz, não uma regra saída de ensaios.

Os modelos internos dinâmicos da vinculação podem ser descritos como priors sobre a disponibilidade e a resposta dos outros (Howe, 2011). Fonagy e Allison (2014) propõem a confiança epistémica, a disposição para aceitar o que os outros comunicam como relevante e generalizável, como condição para aprender com eles. Milton (2012) descreve o ‘problema da empatia dupla’: dificuldades de compreensão entre pessoas autistas e não autistas são mútuas, não de um só lado. Veissière et al. (2020) mostram como expectativas partilhadas permitem pensar através de outras mentes. Na formulação: perguntar que expectativas sobre os outros a pessoa traz, de onde vêm, e que respostas consistentes as podem atualizar.

Livros mais técnicos

Attachment Across the LifecourseDavid Howe · 2011

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Referências

  • Milton, D. E. M. (2012). On the ontological status of autism: the ‘double empathy problem’. Disability & Society, 27(6), 883–887.
  • Fonagy, P., & Allison, E. (2014). The role of mentalizing and epistemic trust in the therapeutic relationship. Psychotherapy, 51(3), 372–380.
  • Howe, D. (2011). Attachment Across the Lifecourse: A Brief Introduction. Palgrave Macmillan.
  • Veissière, S. P. L., Constant, A., Ramstead, M. J. D., Friston, K. J., & Kirmayer, L. J. (2020). Thinking through other minds: A variational approach to cognition and culture. Behavioral and Brain Sciences, 43, e90.

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