Como funcionamos
O cérebro adivinha primeiro
Em resumoO cérebro está sempre a adivinhar o que vem a seguir, e aprende sobretudo quando se engana.
A ideia
O cérebro não espera pelo mundo para depois reagir. Está sempre a prever o que vai acontecer, no corpo e à volta, e compara essas previsões com o que acontece. Quando a previsão falha, ou muda o que espera, ou age para que o mundo encaixe no que esperava. Muito do que uma criança faz percebe-se melhor quando perguntamos o que ela esperava que acontecesse e quão certa estava.
O que experimentar
- Antes de uma mudança, diga o que vai acontecer, por que ordem, e o que fica igual.
- Quando a reação parece grande para a situação, pergunte-se o que ela esperava.
- Repare nos sinais que anunciam o que vem a seguir (os sapatos, o casaco, a mochila): a criança pode reagir ao sinal antes do acontecimento.
O erro comum
Explicar a reação só pelo que aconteceu no momento, sem perguntar o que a criança esperava.
Quer saber mais?
Para começar
Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.
Livros
Como o cérebro preditivo molda o que vemos, sentimos e fazemos, com muitos exemplos do dia a dia.
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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.
Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.
Referências
- Clark, A. (2013). Whatever next? Predictive brains, situated agents, and the future of cognitive science. Behavioral and Brain Sciences, 36(3), 181–204.
- Friston, K. (2010). The free-energy principle: a unified brain theory? Nature Reviews Neuroscience, 11, 127–138.