Como funcionamos

O cérebro adivinha primeiro

Em resumoO cérebro está sempre a adivinhar o que vem a seguir, e aprende sobretudo quando se engana.

A ideia

O cérebro não espera pelo mundo para depois reagir. Está sempre a prever o que vai acontecer, no corpo e à volta, e compara essas previsões com o que acontece. Quando a previsão falha, ou muda o que espera, ou age para que o mundo encaixe no que esperava. Muito do que uma criança faz percebe-se melhor quando perguntamos o que ela esperava que acontecesse e quão certa estava.

O que experimentar

  • Antes de uma mudança, diga o que vai acontecer, por que ordem, e o que fica igual.
  • Quando a reação parece grande para a situação, pergunte-se o que ela esperava.
  • Repare nos sinais que anunciam o que vem a seguir (os sapatos, o casaco, a mochila): a criança pode reagir ao sinal antes do acontecimento.

O erro comum

Explicar a reação só pelo que aconteceu no momento, sem perguntar o que a criança esperava.

Reconhece isto em alguém? O Companion ajuda a pensar nisso.Abrir o Companion ›Recorta o que importa e guarda as tuas notas, prontas a partilhar com a escola.Abrir no Bounded Learn ›

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Para começar

Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.

Livros

The Experience MachineAndy Clark · 2023

Como o cérebro preditivo molda o que vemos, sentimos e fazemos, com muitos exemplos do dia a dia.

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Being You: A New Science of ConsciousnessAnil Seth · 2021

A experiência como uma ‘alucinação controlada’: o corpo e o mundo percebidos a partir de previsões.

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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.

A força da evidência

Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.

Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.

Referências

  • Clark, A. (2013). Whatever next? Predictive brains, situated agents, and the future of cognitive science. Behavioral and Brain Sciences, 36(3), 181–204.
  • Friston, K. (2010). The free-energy principle: a unified brain theory? Nature Reviews Neuroscience, 11, 127–138.

Para profissionais que querem aprofundar: Lumipedia ›

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