Os fundamentos

Processamento preditivo

Em resumoVer, mexer, prestar atenção e imaginar podem ser entendidos como formas de gerir previsões.

A ideia

Andy Clark e Jakob Hohwy juntaram estas ideias num quadro geral: perceção, ação, atenção e até a imaginação são formas de gerir previsões. O que vemos e sentimos é a melhor hipótese do cérebro sobre as causas do que chega aos sentidos. Anil Seth chama-lhe ‘alucinação controlada’: controlada pelo mundo, mas construída a partir de dentro. Isto ajuda a perceber porque duas pessoas vivem a mesma situação de formas tão diferentes.

O que experimentar

  • Antes de discutir quem tem razão, descreva o que cada um viu e o que esperava.
  • Para mudar uma expectativa, a experiência tem de ser repetida e fiável, e não só explicada.
  • Repare que o corpo também é previsto: cansaço, fome ou sono mudam a forma como uma situação é vivida.

O erro comum

Concluir que, se a perceção é construída, então ‘está tudo na cabeça’. A construção é limitada pelo mundo e pelo corpo, e tem consequências concretas.

Reconhece isto em alguém? O Companion ajuda a pensar nisso.Abrir o Companion ›Recorta o que importa e guarda as tuas notas, prontas a partilhar com a escola.Abrir no Bounded Learn ›

Quer saber mais?

Para começar

Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.

Livros

The Experience MachineAndy Clark · 2023

Como o cérebro preditivo molda o que vemos, sentimos e fazemos, com muitos exemplos do dia a dia.

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Being You: A New Science of ConsciousnessAnil Seth · 2021

A experiência como uma ‘alucinação controlada’: o corpo e o mundo percebidos a partir de previsões.

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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.

A força da evidência

Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.

O processamento preditivo integra hierarquias generativas, ponderação por precisão e inferência ativa num quadro de cognição situada (Clark) ou mais internalista (Hohwy). A atenção corresponde à otimização da precisão esperada dos erros de previsão (Feldman e Friston, 2010), o que permite tratar a atenção como um conjunto de operações (deteção, ponderação, integração, atualização) e não como um recurso. Há críticas sobre o excesso de flexibilidade explicativa do quadro; a resposta prática é exigir previsões específicas e testáveis para cada caso.

Livros mais técnicos

Surfing Uncertainty: Prediction, Action, and the Embodied MindAndy Clark · 2016

A apresentação mais completa do processamento preditivo, com o corpo e a ação no centro.

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The Predictive MindJakob Hohwy · 2013

Como a mente funciona se o cérebro for uma máquina de reduzir erros de previsão.

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Vídeos

Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.

Referências

  • Clark, A. (2013). Whatever next? Predictive brains, situated agents, and the future of cognitive science. Behavioral and Brain Sciences, 36(3), 181–204.
  • Clark, A. (2016). Surfing Uncertainty: Prediction, Action, and the Embodied Mind. Oxford University Press.
  • Hohwy, J. (2013). The Predictive Mind. Oxford University Press.
  • Feldman, H., & Friston, K. J. (2010). Attention, uncertainty, and free-energy. Frontiers in Human Neuroscience, 4, 215.

Para profissionais que querem aprofundar: Lumipedia ›

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