Os fundamentos
Processamento preditivo
Em resumoVer, mexer, prestar atenção e imaginar podem ser entendidos como formas de gerir previsões.
A ideia
Andy Clark e Jakob Hohwy juntaram estas ideias num quadro geral: perceção, ação, atenção e até a imaginação são formas de gerir previsões. O que vemos e sentimos é a melhor hipótese do cérebro sobre as causas do que chega aos sentidos. Anil Seth chama-lhe ‘alucinação controlada’: controlada pelo mundo, mas construída a partir de dentro. Isto ajuda a perceber porque duas pessoas vivem a mesma situação de formas tão diferentes.
O que experimentar
- Antes de discutir quem tem razão, descreva o que cada um viu e o que esperava.
- Para mudar uma expectativa, a experiência tem de ser repetida e fiável, e não só explicada.
- Repare que o corpo também é previsto: cansaço, fome ou sono mudam a forma como uma situação é vivida.
O erro comum
Concluir que, se a perceção é construída, então ‘está tudo na cabeça’. A construção é limitada pelo mundo e pelo corpo, e tem consequências concretas.
Quer saber mais?
Para começar
Textos curtos e simples dos investigadores e de bons divulgadores.
Livros
Como o cérebro preditivo molda o que vemos, sentimos e fazemos, com muitos exemplos do dia a dia.
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A ciência por trásA força da evidência, o modelo, vídeos e referências.
A força da evidência
Promissor Bons estudos, mas ainda pouco testado com crianças em casa ou na escola, ou a passagem para o dia a dia é interpretação nossa.
O processamento preditivo integra hierarquias generativas, ponderação por precisão e inferência ativa num quadro de cognição situada (Clark) ou mais internalista (Hohwy). A atenção corresponde à otimização da precisão esperada dos erros de previsão (Feldman e Friston, 2010), o que permite tratar a atenção como um conjunto de operações (deteção, ponderação, integração, atualização) e não como um recurso. Há críticas sobre o excesso de flexibilidade explicativa do quadro; a resposta prática é exigir previsões específicas e testáveis para cada caso.
Livros mais técnicos
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Vídeos
Vídeos externos, escolhidos porque estão de acordo com estas ideias. A Bounded Uncertainty não tem ligação aos canais.
Referências
- Clark, A. (2013). Whatever next? Predictive brains, situated agents, and the future of cognitive science. Behavioral and Brain Sciences, 36(3), 181–204.
- Clark, A. (2016). Surfing Uncertainty: Prediction, Action, and the Embodied Mind. Oxford University Press.
- Hohwy, J. (2013). The Predictive Mind. Oxford University Press.
- Feldman, H., & Friston, K. J. (2010). Attention, uncertainty, and free-energy. Frontiers in Human Neuroscience, 4, 215.